Quem me conhece sabe que sou uma moça de aventuras, toda a minha vida, não sei bem porquê fui vivendo coisas, que somadas já são dignas de um livro.
Esta última aventura teve início há um mês e intitulei-a de "Africando", isto para dizer a quem ainda não sabe que me minha pessoa, Maria Papoila, desembarcou em África no dia um de Abril, nem de propósito, dia das mentiras, encontro-me precisamente em Mooooçambique, ah pois é, depois de Europa de Leste, China e afins, Irlandas e coijjjos porque não as Áfricas?!
É dose, é o que vos digo, e o mais engraçado é que prometo sempre que desta vez é que é, vai ser a última vez que vivo fora e já ando nisto já lá vai três anos.
Explicação para este rebuliço de vidas vividas, sinceramente não sei, acho que o mal está em começar e depois lá está como qualquer vício entranha-se e virá "o pôbrema".
O meu grande mal é a distância. Seria tão mais fácil se pudéssemos transportar aqueles que amamos dali para aqui, afinal seria bom para todos.
Eh lá, já estou para aqui a escrever um testamento...nunca pensei que conseguisse escrever uma frase que fosse, mas olha, afinal, até estou a gostar... :)
Bom, sobre tudo aquilo que já vivi terei muito tempo para falar, agora o importante é o presente, Moçambique.
Estou em Nampula, isto é, a norte e na segunda maior cidade deste país. Estar a viver numa cidade, sendo a cidade em África, é relativizar a ideia que se têm e que sempre tivemos do que é uma cidade.
Para mim Nampula é cidade porque têm todos os serviços estatais, meia dúzia de ruas com mais movimento, alguns bancos inluíndo o Barclays, só visto, de resto esta tudo destruído, muito muito lixo nas ruas e claro, o que mais há é buracos nas chamadas "estradas".
O mais triste é pensar que na era colonial davam o nome de Nampula, a linda. Incrível como as coisas são...!
Admito, estou desiludida! Não era esta a imagem que tinha na minha cabeça, não era esta a África onde pensei vir a viver, é tudo tão diferente.
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Bom, mas como nem sempre as coisas são como nós queremos, tenho que ver esta aventura pelo lado positivo e lembrar-me que afinal nem todos têm esta oportunidade, e lá pela cidade não ser uma maravilha não me poderei queixar, estou mais perto e posso ajudar quem mais precisa, as crianças africanas, já para não falar das praias e ilhas de sonho que por aqui existem, lá está...afinal há sempre o tal lado positivo ;).